Thays suspeitava que Carlinhos rastreava seu celular antes do crime

Marcos Salesse/Montagem

Luciene Taques afirmou que Thays relatou perseguição de Carlinhos horas antes do duplo homicídio

Luciene Taques afirmou que Thays relatou perseguição de Carlinhos horas antes do duplo homicídio

Durante o júri popular de Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, a investigadora da Polícia Civil Luciene Benedita Taques de Abreu afirmou que Thays Machado desconfiava que o celular dela estivesse sendo rastreado pelo acusado antes do crime. O julgamento ocorre nesta sexta-feira, 31 de julho.

Thays, de 44 anos, e o namorado dela, Willian César Moreno, de 30, foram mortos a tiros em janeiro de 2023, em Cuiabá. Durante o julgamento, a investigadora relatou uma ocorrência registrada pela vítima contra Carlinhos um dia antes do assassinato.

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Luciene afirmou que foi a policial responsável por atender Thays quando ela procurou a Central de Flagrantes após relatar que estava sendo perseguida. Segundo o depoimento, a investigadora viu o veículo da vítima chegando à unidade e, logo atrás, estava o carro de Carlinhos.

Ao questionar Thays sobre a situação, a vítima afirmou que estava sendo seguida. Conforme o relato, quando Carlinhos estacionou o veículo, a investigadora sacou a arma e tentou realizar a abordagem, mas ele arrancou o carro e fugiu do local.

Na delegacia, segundo Luciene, Thays contou que suspeitava que o celular estivesse sendo rastreado, pois não conseguia entender como Carlinhos conseguia saber sua localização.

O episódio ocorreu na madrugada de 18 de janeiro de 2023, por volta das 3h, horas antes do duplo homicídio.

Durante o júri, o delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Marcel Gomes Oliveira também afirmou que Carlinhos perseguiu Thays antes do crime e classificou o caso como “stalker” e de ódio. Segundo ele, a vítima era acompanhada pelo acusado por dias antes do assassinato.



Estadão MT