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Dólar R$ -- 20:18:08 | 28 de outubro de 2026
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Safra recorde e dólar em baixa pressionam os preços do milho no Brasil

As cotações do milho no mercado brasileiro seguem em queda, pressionadas pela desvalorização do dólar frente ao Real, pelo recuo dos preços internacionais e pela retração de compradores. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a produção recorde da safra 2025/26 e o ritmo mais lento das exportações em comparação com a temporada anterior também contribuem para o movimento de baixa.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução dos preços no mercado internacional diminui a paridade de exportação, tornando menos atrativas as vendas externas do cereal brasileiro. Ao mesmo tempo, a ampla oferta interna aumenta a pressão sobre as cotações.

Compradores aguardam novas quedas

Com as exportações enfraquecidas e o avanço da semeadura das culturas de verão, especialmente soja e milho, compradores têm adotado uma postura cautelosa nas negociações. A expectativa de novas desvalorizações no curto prazo leva parte desses agentes a adiar aquisições, na tentativa de garantir preços mais favoráveis.

Apesar disso, o Cepea destaca que alguns compradores já começaram a antecipar negócios para entrega nos próximos meses. A estratégia busca assegurar o abastecimento e manter os estoques em níveis considerados confortáveis diante das necessidades de consumo.

Produtores flexibilizam negociações

Do lado vendedor, os produtores têm demonstrado maior flexibilidade para negociar o cereal. Mesmo com a prioridade voltada às atividades de campo, as condições comerciais vêm sendo ajustadas para viabilizar negócios em um ambiente de preços pressionados.

Segundo o Cepea, essa flexibilidade envolve não apenas os valores negociados, mas também os prazos de pagamento e de entrega. O movimento reflete a necessidade de conciliar a comercialização da produção com as demandas operacionais do período de plantio.

Com a combinação de oferta elevada, exportações menos aquecidas e compradores cautelosos, o mercado brasileiro de milho permanece sob pressão. O comportamento das cotações no curto prazo dependerá, entre outros fatores, da evolução das vendas externas, do andamento da safra de verão e da disposição dos agentes em fechar novos negócios.

Fonte: cenariomt.com.br