Veja o que a suspeita pela morte de jornalista no Setor Bueno fala em audiência de custódia; assista
A audiência de custódia da empresária Renata de Oliveira Peixoto, apontada como principal suspeita pela morte do jornalista Delson Carlos Henrique, trouxe novos detalhes sobre sua prisão e os momentos que antecederam o crime.
Renata disse que foi submetida ao uso de arma de choque durante a ação policial. Segundo ela, a contenção ocorreu mesmo após já ter se rendido. A empresária afirmou que sofreu ferimentos na coxa e precisou de atendimento médico no Hospital de Urgências de Goiânia para sutura.
Ao ser questionada sobre agressões, disse que não teve problemas com os policiais além do uso da arma de choque no momento da prisão. Declarou ainda que consome bebidas alcoólicas ocasionalmente, mas negou uso de drogas ilícitas, doenças graves ou transtornos mentais.
A suspeita confirmou ter filhos adultos e independentes e declarou não possuir outros processos em andamento. Disse já ter respondido a processo anteriormente, mas sem condenação, e negou o uso de tornozeleira eletrônica. Ao ser solicitada a declarar sua renda, informou que recebe em torno de cinco mil reais.
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) defendeu a necessidade da prisão preventiva, destacando a gravidade do crime e a materialidade já constatada. A defesa pediu liberdade provisória com medidas cautelares, argumentando que a empresária é primária e não apresenta risco de fuga.
O apartamento onde o crime ocorreu ficou parcialmente destruído após a ação policial. Segundo a Polícia Civil de Goiás (PC-GO), o imóvel pertencia a Renata e havia sido emprestado ao jornalista. Testemunhas relataram que o desentendimento começou após horas de consumo de bebidas alcoólicas e teve ligação com a desocupação do apartamento.
Já em depoimento à Polícia, Márcia Maria Caroni, companheira da suspeita, afirmou em depoimento que tentou intervir e acabou ferida. O jornalista não resistiu às facadas e morreu dentro do imóvel. A prisão de Renata só foi possível após mais de três horas de negociação e o uso de força tática para arrombar a porta.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil e ainda deve trazer novos elementos para esclarecer os detalhes da ocorrência.
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