VÍDEO: “Cada um de nós tem um CPF”, diz Pivetta sobre possibilidade de novas operações da PF

Fernanda Leite | Estadão Mato Grosso

PIVETTA - CONVENÇÃO PSDB

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira, 14 de agosto, que cada pessoa deve responder individualmente por eventuais erros, ao ser questionado sobre a possibilidade de novas operações policiais envolvendo integrantes de seu grupo político. Pivetta pontuou que não sabe se haverá uma nova fase da operação e ressaltou que ninguém está preparado para esse tipo de situação.

“Francamente, eu não sei, a gente nunca se prepara para isso, né? Eu quero acreditar que não haverá, mas, se houver, cada um de nós tem um CPF. E cada um de nós tem que pagar pelos seus erros”, declarou.

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Na avaliação dele, o ex-governador Mauro Mendes (União), o deputado federal Fábio Garcia (União) e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho vão conseguir esclarecer as suspeitas que levaram à investigação.

“Eu já falei dezenas de vezes, eu acredito muito que todos eles, Mauro Mendes, Fabinho, Mauro Carvalho, todos eles vão provar que não devem nada nessa história, é isso que eu creio. Então, vamos aguardar, tem que aguardar, a polícia, a Justiça, vai continuar fazendo a investigação, e, no final, nós vamos ter o resultado”, ressaltou.

A Operação Heritage provocou mudanças na chapa de Pivetta. Fábio era o nome escolhido para ser candidato a vice-governador e havia sido anunciado durante a convenção. Após ser alvo da investigação, deixou a disputa. No lugar de Fábio, a deputada federal Gisela Simona (União) entrou na chapa como candidata a vice-governadora.

“O vice-preferido do Mauro Mendes era o Fabinho, e o meu também, tanto que eu havia anunciado na convenção o Fabinho como vice. Tivemos essa operação que mudou um pouco, precisou que os nomes citados dessem um passo atrás para a gente poder retomar a nossa campanha com a liberdade necessária, e eu tive que fazer isso. Já expressei minhas dores, minha tristeza, mas nós não podemos desmorecer, temos que prosperar”, pontuou.

SOBRE A OPERAÇÃO

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Heritage, determinou restrições de contato entre investigados. A medida alcança Fábio e Mauro e passou a ser vista pelo grupo como um obstáculo para a participação conjunta dos dois em reuniões, viagens, eventos e outras atividades de campanha.

A investigação apura suspeitas relacionadas a um acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo e a operadora Oi. Segundo a decisão de Dino, há indícios de que parte dos recursos teria passado por fundos de investimento antes de chegar a empresas e aplicações relacionadas às famílias de Mauro e Fábio.

Ao resumir os elementos da investigação, o ministro classificou o acordo como “aparentemente fraudulento”. A decisão cita os fundos Royal Capital FIDC e Lotte Word FIDC na movimentação dos recursos.

Segundo a investigação, parte do dinheiro teria sido dividida e direcionada por esses fundos antes de chegar a empresas e aplicações relacionadas às famílias investigadas.

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