VÍDEO: Cotada para ministério, economista diz que ajuste fiscal começa por “tirar Lula”
A economista Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou nesta quinta-feira, 17 de setembro, em Cuiabá, que a derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o primeiro passo para um ajuste fiscal no país. Questionada sobre como pretende enfrentar o desequilíbrio das contas públicas, ela resumiu: “O plano é tirar o Lula”.
Daniella está entre os nomes citados para integrar o primeiro escalão da área econômica em um eventual governo Flávio. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal afirmou que está à disposição do candidato, mas não confirmou ter recebido convite para um cargo específico. A campanha também não anunciou quem comandaria o Ministério da Fazenda caso vença a eleição.
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“Eu estou à disposição do projeto dele. Ele é o líder, ele é um grande líder. Então, eu quero servir o Brasil. Estarei ao lado dele. Onde ele achar que eu ajudo o Brasil, irei ajudar”, afirmou Daniella durante visita à Capital mato-grossense.
A economista disse que sua prioridade neste momento é trabalhar pela candidatura presidencial de Flávio.
“Meu intuito 100% é eleger Flávio Bolsonaro e tirar o Brasil do atraso”, declarou.
Ao ser questionada sobre as medidas para promover um ajuste fiscal, Daniella enfatizou a necessidade de trocar o presidente. Na sequência, ela acusou o governo federal de gastar de forma descontrolada e relacionou a situação fiscal ao nível elevado dos juros no país.
“Lula já é um ajuste fiscal que gasta descontroladamente, o Brasil está com a maior taxa de juros real do mundo”, disparou.
Daniella afirmou que Flávio pretende montar uma equipe técnica e buscar apoio no Congresso para reorganizar as contas públicas.
“O Flávio vai ter um time técnico com ele, governabilidade no Congresso, para a gente botar as contas no azul, como colocou, apesar de ter enfrentado uma pandemia, no governo do presidente Bolsonaro”, disse.
A referência é ao resultado fiscal obtido no último ano do governo Jair Bolsonaro. Em 2022, o Governo Federal registrou superávit primário de R$ 59,7 bilhões, segundo o Tesouro Nacional. O resultado primário considera receitas e despesas antes do pagamento dos juros da dívida.
COORDENADORA DO PROGRAMA ECONÔMICO
Daniella presidiu a Caixa entre julho de 2022 e janeiro de 2023 e integrou anteriormente a equipe do então ministro da Economia Paulo Guedes. Atualmente, coordena o núcleo econômico da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Nas últimas semanas, ela tem defendido um ajuste fiscal rápido e mudanças no atual arcabouço das contas públicas. Em evento realizado na segunda-feira, 14 de setembro, afirmou que a equipe pretende aprimorar a regra fiscal, mas não detalhou naquele momento quais despesas seriam cortadas.
A campanha também discute medidas para reduzir despesas, reorganizar ativos da União e rever normas tributárias. Daniella afirmou anteriormente que o detalhamento técnico das propostas deverá ser negociado com o Congresso depois da eleição.
Apesar das especulações sobre sua participação em um eventual governo, a economista evitou antecipar qual função poderia ocupar. Em Cuiabá, limitou-se a dizer que aceitará contribuir no espaço definido por Flávio caso ele seja eleito.

