VÍDEO: Elizeu nega esquema para desvio de emendas: “estou tranquilo, não cometi nenhum crime”
O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) negou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 6 de maio, qualquer participação em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Ele e o irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), foram alvos da Operação Emenda Oculta, deflagrada no dia 30 de abril. Na ocasião, foram apreendidos R$ 200 mil em dinheiro nas casas do deputado e do irmão.
De acordo com o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual (MP-MT), os dois teriam destinado mais de R$ 7,7 milhões em emendas ao Instituto Social Mato-grossense (ISMAT), entidade que está sob suspeita de integrar um esquema de desvio de recursos públicos, com supostos repasses a agentes políticos.
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As investigações indicam que os irmãos teriam recebido, juntos, ao menos R$ 720 mil em propina. Parte do dinheiro, segundo apuração, teria sido sacada em espécie como forma de dificultar o rastreamento dos valores. O inquérito também apura possíveis irregularidades envolvendo repasses ao Instituto Brasil Central (Ibrace).
Questionado sobre os apontamentos do MP, Elizeu afirmou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo e que a equipe jurídica trabalha para obter as informações. Porém, ele declarou estar tranquilo quanto às acusações.
“A gente ainda não teve acesso aos autos, o nosso jurídico está buscando essa liberação da justiça para que a gente possa falar com mais clareza algumas questões. O que eu posso garantir é que a gente está tranquilo, estamos à disposição da justiça, não cometemos nenhum crime, nenhuma irregularidade e todas essas ações elas estão ai declaradas, prestação de contas”, disse.
“Estamos tranquilos, a gente recebe com naturalidade, vamos continuar nosso trabalho, em prol do Estado de Mato Grosso. Graças ao nosso bom Deus, tenho uma atuação legitima e positiva”, completou.
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu R$ 150 mil na residência do deputado e R$ 50 mil na casa do vereador.
Na decisão que autorizou a ação, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), negou o afastamento dos irmãos dos cargos públicos.
Por outro lado, foram impostas medidas cautelares, como a proibição de contato, direto ou indireto, com outros investigados, além da vedação de interferência em processos relacionados à destinação e fiscalização de emendas parlamentares. Eles também estão impedidos de acessar informalmente documentos ligados à investigação e devem comunicar qualquer mudança de endereço, além de comparecer aos atos judiciais quando convocados.

