VÍDEO: Polícia apreende R$ 240 mil de faccionado que ostentava Hilux e SW4 em Rondonópolis

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DINHEIRO

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira, 20 de agosto, a Operação Arcana para cumprir mandados contra investigados por lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas e a uma facção criminosa em Rondonópolis.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Rondonópolis. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá, com base em investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

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Segundo a Polícia Civil, o principal investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa e suspeito de tentar exercer influência e controle territorial na região do bairro Vila Canaã, em Rondonópolis.

A investigação apura o uso frequente de dinheiro em espécie, contas bancárias e bens registrados em nome de terceiros para dificultar a identificação da origem e da propriedade dos recursos.

Até o momento, a polícia apreendeu R$ 240 mil em espécie. Desse total, R$ 150 mil foram encontrados quando o investigado fazia um saque em uma agência bancária. O restante estava na residência dele.

Segundo a investigação, o principal suspeito não possui vínculo empregatício ou empresa registrada, mas teria mantido padrão de vida considerado incompatível com a renda conhecida.

A Polícia Civil afirma que ele morou em condomínios de alto padrão e utilizou veículos de elevado valor registrados em nome de terceiros.

Entre os bens identificados estão uma Toyota Hilux avaliada em cerca de R$ 270 mil e uma Toyota SW4 Diamond estimada em R$ 475 mil.

Os investigadores também apuram pagamentos de despesas e compras com dinheiro em espécie. Em alguns casos, segundo a polícia, valores eram entregues a terceiros, que depois realizavam transferências via Pix.

A apuração identificou ainda informações sobre pagamento de móveis planejados em dinheiro e um pedido para a construção de um compartimento oculto em um móvel instalado na residência.

A suspeita é de que o espaço pudesse ser usado para esconder valores. Essa finalidade, porém, ainda é investigada.

A companheira do principal investigado também foi alvo da operação. Segundo a Polícia Civil, ela teria auxiliado na movimentação de recursos por meio de contas bancárias.

A investigação identificou ainda um imóvel em Rondonópolis formalmente ligado a uma familiar do suspeito, mas sobre o qual ele aparentava exercer controle, inclusive com acesso aos sistemas de segurança.

Viagens, hospedagens e outras despesas consideradas incompatíveis com a renda conhecida dos investigados também entraram na apuração.

Os mandados buscam celulares, documentos, contratos, comprovantes de pagamentos, registros financeiros, dinheiro em espécie e outros elementos que possam esclarecer a origem e o destino dos recursos.

A Polícia Civil também tenta identificar outros possíveis integrantes ou colaboradores do esquema.

O nome Arcana faz referência a algo secreto ou oculto e, segundo a polícia, alude à suspeita de que os recursos eram movimentados de forma a dificultar o rastreamento.

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Estadão MT