Em sua primeira aparição pública desde que chegou aos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) participou neste domingo, 1º, de um culto evangélico brasileiro na Flórida. Ele compareceu ao Celeiro Flórida Casa de Oração acompanhado da mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, do irmão, Eduardo Bolsonaro, e da cunhada, Heloísa.
No local, ele também posou com os pastores responsáveis pela igreja: Alice Fernandes, a Mãezona, e José Maurício Fernandes, conhecido como Paizão. A visita ocorre após o senador, derrotado na eleição presidencial, deixar o país quando o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou que entregasse os passaportes à Polícia Federal, poucos dias depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o culto, José Maurício dirigiu-se ao parlamentar para falar sobre a derrota, sem mencionar diretamente o pleito. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, disse o pastor. Na mesma data, Flávio publicou nas redes sociais que não se arrepende de nada do que fez. No texto, voltou a tratar da intimação para entregar o passaporte, recebida após visitar o pai, o ex-presidente condenado Jair Bolsonaro.
“Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições, já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do presidente Bolsonaro”, escreveu nos stories.
O senador acrescentou que, nos Estados Unidos, pode se “manifestar livremente” e que não será “alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”. Apesar da afirmação, ele não foi alvo de busca e apreensão.
Flávio deixou o Brasil na quarta-feira, 28, e conforme os jornais The New York Times e The Wall Street Journal, ele passou pela Argentina e pelo Equador em um avião fretado por Jason Miller, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O parlamentar responde a investigações criminais no STF e a ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desdobramentos que podem levar a uma condenação penal ou à inelegibilidade.
Com o fim do mandato em janeiro de 2027, Flávio ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos e perderá as prerrogativas parlamentares.
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