Júlio diz que Jayme “volta para casa” se perder convenção do União

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que o futuro político do senador Jayme Campos (UB) dentro da disputa pelo Governo dependerá exclusivamente da convenção partidária. Segundo ele, caso Jayme não consiga maioria entre os convencionais do União Brasil, o caminho será “voltar para casa”.

A declaração foi dada ao comentar a disputa interna no partido, que envolve a pré-candidatura de Jayme e a movimentação do ex-governador Mauro Mendes. Júlio reforçou que nenhuma candidatura está garantida antes da decisão oficial da legenda.

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“A convenção é soberana. Nem Mauro Mendes, nem Jayme Campos estão certos, porque depende da convenção”, afirmou.

Segundo o deputado, a escolha será feita pelos convencionais do partido, em votação secreta. Ele disse que o grupo ligado a Jayme trabalha para garantir maioria entre os votantes.

“Dos 52 votantes, alguém vai ter que ter maioria absoluta, pelo menos de um voto. Nós estamos trabalhando com os convencionais e temos a garantia da palavra dos convencionais de que querem Jayme Campos candidato a governador”, declarou.

Questionado sobre o que aconteceria se Jayme não tivesse maioria na convenção, Júlio foi direto.

“Se ele tiver a maioria, vai. Agora, se não tiver, volta para casa, né? Aí o assunto vai ser discutido depois”, disse.

O parlamentar também afirmou que não vê espaço para um “plano B” dentro da disputa majoritária. Segundo ele, o Senado já teria candidato e o Governo também será definido pelo partido.

Júlio ainda criticou a forma como a condução interna vem sendo feita no União Brasil. Para ele, o problema não é excesso de nomes, mas a tentativa de imposição dentro da legenda.

“Não é excesso de eficácia. É autoritarismo. É uma maneira ditatorial de querer achar que é dono de tudo. Não é. Nós sempre fomos democráticos”, disparou.

O deputado defendeu que a escolha seja feita com consulta à base partidária e citou que o União Brasil tem milhares de filiados no estado.

“Por que não fazemos uma prévia? Os 54 mil filiados do União Brasil querem candidatura própria ou querem apoiar outro candidato? Seja Pivetta, seja Hélio. Isso tem que ser discutido”, completou.

Apesar das divergências, Júlio afirmou que a disputa não deve implodir o partido, mas deixou claro que a decisão sobre 2026 não pode ser tomada por imposição.



Estadão MT