Operação mira grupo suspeito de lavar R$ 320 milhões para facção criminosa em Goiás

Um grupo suspeito de lavar dinheiro para uma facção criminosa foi alvo da Operação Cifra Oculta, deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (DENARC) da Polícia Civil de Goiás nesta quinta-feira, 9, em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Edéia.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão, além do sequestro e bloqueio de bens e valores no valor de R$ 160 milhões, em território goiano e também em Santa Catarina, com apoio da Polícia Civil de Itapema.

O inquérito é resultado da Operação Reincidentes, deflagrada em novembro do ano passado, contra um grupo da facção envolvido com o tráfico de drogas e armas de fogo na região sul de Goiânia.

Nesta operação em questão, 10 criminosos foram presos. As investigações revelaram ainda que o foguetório registrado no início do mesmo mês em cidades goianas foi uma homenagem organizada pela facção a dois membros mortos em confronto com a polícia no Rio de Janeiro durante a Operação Contenção, ocorrida em outubro.

A partir do material recolhido no ano passado, a polícia identificou um líder da alta cúpula da organização, encarregado de distribuir drogas pelo estado, e três operadores do seu braço financeiro. Esse integrante do alto escalão acumula condenações que somam mais de 106 anos de prisão por tráfico, homicídio, associação para o tráfico e roubo a banco, e foi preso na última sexta-feira, 3, ao sair de uma casa noturna no Setor Marista, em Goiânia. Ele vinha cumprindo regime semiaberto com monitoramento eletrônico desde o início de junho, mas rompeu a tornozeleira e virou foragido após ser localizado em uma reunião com criminosos em uma casa de luxo em Angra dos Reis (RJ).

A ramificação do grupo atinge inclusive a Europa, já que outro investigado está preso em Portugal desde fevereiro por tráfico no Aeroporto de Lisboa e um terceiro segue foragido naquele país. Segundo as investigações, a polícia identificou um esquema de lavagem de dinheiro por meio de pelo menos sete empresas de fachada e de uma fintech vinculada a essa liderança.

Além disso, a organização também movimentou cerca de R$ 320 milhões em pouco mais de um ano. Durante os mandados cumpridos nesta quinta-feira, as equipes apreenderam veículos, expressiva quantidade de drogas, celulares, computadores e documentos que passarão por perícia.

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