Júlio diz que União terá votação secreta e prevê maioria por candidatura de Jayme

 

O deputado estadual Júlio Campos (União) confirmou nesta quarta-feira, 8 de julho, que a convenção do União Brasil em Mato Grosso foi antecipada para o dia 30 de julho, das 15h às 18h, após uma reunião realizada na segunda-feira (6) entre o ex-governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos.

Segundo Júlio, o encontro estava previsto inicialmente para o dia 4 de agosto. O grupo que defende candidatura própria queria que a votação ocorresse no dia 25 de julho, mas houve um acordo para que a convenção fosse marcada para o dia 30. A votação será secreta e vai definir os candidatos do partido ao Governo do Estado, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

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O parlamentar afirmou acreditar que a maioria dos cerca de 50 votantes do União Brasil defende a tese de candidatura própria ao Governo. Segundo ele, a prévia interna aponta que aproximadamente 35 votos seriam favoráveis ao projeto de lançar o senador Jayme Campos como candidato ao Palácio Paiaguás. “Nós acreditamos que a grande maioria dos 50 votantes prefere a candidatura própria”, afirmou Júlio.

O deputado defendeu que a candidatura própria é importante para garantir força à chapa proporcional. Segundo ele, sem um nome do partido na disputa ao Governo, a bancada estadual do União Brasil poderia ser reduzida para, no máximo, dois deputados. Júlio também afirmou que a bancada federal seria prejudicada sem candidatura majoritária.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de racha dentro do União Brasil, Júlio afirmou que, antes disso, o resultado da convenção será submetido ao Progressistas, partido federado ao União. Segundo ele, lideranças do PP e o presidente Nilson Leitão já teriam sinalizado que não haverá resistência caso o União Brasil aprove a candidatura própria.

Júlio também disse que eventuais dissidentes serão liberados para apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato à reeleição. Ele citou como exemplo o próprio Mauro Mendes, que é pré-candidato ao Senado e, segundo o deputado, teria liberdade para apoiar Pivetta.

“Caso esse grupo de possíveis dissidentes da candidatura própria do Jayme Campos queira apoiar o nosso candidato republicano, Otaviano Pivetta, não haveria nenhum problema. Será liberado”, disse.

O deputado comparou o cenário com a eleição suplementar ao Senado, após a cassação de Selma Arruda, quando o partido apoiou Nilson Leitão, mas Mauro Mendes foi liberado para apoiar Carlos Fávaro.

Júlio ainda afirmou que todos os partidos devem enfrentar dissidências nas eleições de 2026. Ele citou o PL e disse que a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo também enfrenta resistências internas de lideranças como o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira; o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic; a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti; e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.

Apesar das divergências, Júlio Campos não descartou uma composição futura com Pivetta. Segundo ele, “em política tudo é possível”, mas a defesa do grupo é que o União Brasil tenha candidatura própria no primeiro turno.

“O que nós queríamos e defendemos é que, no primeiro turno, nós possamos ter o nosso programa de governo e também a candidatura própria. No segundo turno se faz essa coligação”, afirmou.

O deputado disse ainda que, caso Jayme Campos não avance para o segundo turno, o partido poderá escolher entre apoiar Otaviano Pivetta ou Wellington Fagundes. Para Júlio, a construção com Pivetta seria mais fácil por ele integrar o mesmo grupo político há cerca de 12 anos.

“É muito mais fácil concorrer com o Otaviano, que já está no mesmo grupo há 12 anos, do que com o PL, que hoje é nosso adversário a nível local”, completou.

Estadão MT