Poucos políticos são tão expansivos e, quanto às informações sobre mudanças no secretariado, reservado quanto o governador de Goiás, Daniel Vilela, do MDB.
Seu governo será reformatado — mexe-se em time que está ganhando para multiplicar o ganho —, mas Daniel Vilela fala pouco, quase nada, a respeito, exceto com aqueles que são mais íntimos e, por isso mesmo, não vazam informações para a imprensa.
O Jornal Opção antecipou que José Frederico Lyra iria para a Secretaria da Educação antes de qualquer outro meio de comunicação. Mas a informação chegou à redação não via Daniel Vilela.
Entretanto, mesmo com a reserva de Daniel Vilela, o governo — toda a equipe — está, por assim dizer, em processo de “ebulição”. Afinal, quem ficará, quem sairá e quem entrará?
A redação consultou auxiliares, aliados e amigos de Daniel Vilela — os mesmos que foram ouvidos para a composição da lista anterior de possíveis secretários, com o acréscimo de mais cinco fontes, inclusos três deputados.
Comenta-se que Daniel Vilela vai “desimportar” o governo. Noutras palavras, vai trabalhar mais com gente de Goiás do que de outros Estados.
O ex-governador Ronaldo Caiado não irá interferir na montagem do governo, mas tem sido consultado por Daniel Vilela com frequência.
Titular da Secretaria Geral de Governo, Gean Carvalho — jornalista, pesquisador e estudioso de marketing político — vai, obviamente, permanecer no governo. Estuda-se a possibilidade de se criar uma supersecretaria para acolhê-lo. Ele é um dos cérebros — criativos — do governo. Sua seriedade é exemplar,
Agenor Mariano, muito próximo de Daniel Vilela, continua fortemente cotado para assumir a presidência da Saneago (quando secretário de Iris Rezende, na Prefeitura de Goiânia, decidiu estudar a fundo o que é a Saneago). Porque é tido como um gestor proativo. Também tem sido lembrado para a Secretaria de Administração (Sead). Porque tem experiência na área.
Um deputado menciona que ouviu, “nalgum lugar”, que Bruno Magalhães D’Abadia também é cotado para a Saneago.
Há dois nomes cotados para a Secretaria do Entorno do Distrito Federal: a deputada federal Lêda Borges (Republicanos) e o ex-prefeito de Valparaíso Pábio Mossoró (MDB)— ambos derrotados na eleição deste ano.
Ligado ao ex-governador Ronaldo Caiado, Marcos Roberto deve ocupar uma secretaria. Há quem postule que, tendo moralizado o Detran, pode voltar pra lá.
Yara Nunes, se bancada pela senadora eleita Gracinha Caiado e por Ronaldo Caiado, continuará na Secretaria da Cultura. Daniel Vilela tem apreço pela jovem, que é considerada proativa pelos produtores rurais. Kleber Adorno continua articulando para substitui-la.
Bruno Rocha Lima tende a continuar na Secretaria de Comunicação. Porque, além de divulgar os atos do governo com mestria, mantém um relacionamento diplomático e positivo com os meios de comunicação. Como diz o editor de Política do Jornal Opção, Ton Paulo, Bruno é o “príncipe da gentileza e da diplomacia”.
Carlão da Fox está tentando conquistar, na Justiça, uma vaga na Assembleia Legislativa. Se não conseguir, poderá voltar ao comando da Ceasa. Dizem que gostaria de ir para a Codego. Porém, o presidente da Codego, Luisinho Elias Costa, foi indicado por Márcio Corrêa, prefeito de Anápolis e um dos principais aliados políticos de Daniel Vilela.
Anápolis estaria reivindicando a Secretaria da Indústria e Comércio. Joel Santana, titular da SIC, iria para a Agehab? Não se sabe. Por sinal, seu irmão, Alexandre Baldy, como presidente do pP e primeiro suplente de senador, indicará um aliado, talvez Joel Santana, para algum cargo do primeiro escalão. Baldy provavelmente não será secretário, optando pelo cargo de executivo da BYD.
Sabe-se que Rio Verde, dada sua força política e pujança econômica, terá um cargo no primeiro escalão. Paulo do Vale, deputado estadual eleito, Lucas do Vale, deputado federal eleito, e o prefeito Wellington Carrijo, que pertencem ao mesmo grupo político, poderão indicar o presidente Goinfra, o secretário da Agricultura ou o secretário da Saúde? Não se sabe. O certo é que o grupo será prestigiado.
Quem ocupará a Secretaria de Minas e Energia (a ser criada, possivelmente)? Cogitou-se os nomes de Adriano da Rocha Lima (também lembrado para a Secretaria de Ciência e Tecnologia) e Vilmar Rocha. O ex-deputado também tem sido lembrado para a Casa Civil e Secretaria de Meio Ambiente. Porém, Bruno Belém tende a permanecer na Casa Civil. Não iria mais para a chefia da Procuradoria-geral do Estado.
Ligado a Ronaldo Caiado, Adriano da Rocha Lima tem sido lembrado para a GOtech (Goiás Tecnologia). Criada em junho de 2026, é uma empresa pública de tecnologia do governo estadual. O diretor-presidente, João Batista Grego, é bastante ligado a Daniel Vilela e tende a ser mantido.
A secretária de Economia, Renata Lacerda Noleto, auditora fiscal, tende a ser mantida. Pela competência técnica e pelo caráter proativo de suas ações.
Em nome da continuidade positiva, o coronel Renato Brum dos Santos, da Polícia Militar, tende a ser mantido como secretário de Segurança Pública.
Pedro Chaves é cotado tanto para a Saneago quanto para a Goinfra e, até, para a chefia de Gabinete. (Por sinal, Alex Godinho continuará no governo, com cargo a ser definido, talvez uma assessoria especial.)
Irisneide Elias Costa, dada sua eficiência, pode ser deslocada da diretoria-executiva de Articulação para a chefia de Gabinete. Daniel Vilela a avalia, segundo outros auxiliares, positivamente.
Paulo Ortegal será mantido próximo de Daniel Vilela, que aprecia vê-lo por perto, dadas sua eficiência e discrição. Mas não deve ficar num cargo “pesadão”.
Rasível dos Reis Santos Júnior pode permanecer na Secretaria de Saúde? Pode. Mas Amanda Melo e Santos Limongi também é cotada. O deputado Jamil Calife (ou Paulo do Vale, do PSD), do pP, poderia ser secretário de Saúde? Não se sabe. Mas, se Calife for escolhido, abre-se uma vaga na Assembleia para o deputado Lincoln Tejota, primeiro suplente da federação entre o União Brasil e o pP.
Problemas na saúde em Formosa e Aparecida teriam desagradado a Daniel Vilela, de acordo com um deputado.
André (Boi) Carneiro tem sido mencionado um cargo no governo, mas ainda não definido.
A cúpula do União Brasil deve indicar o Delegado Waldir Soares para um cargo no governo.
Euler Morais pode ficar na área de planejamento ou na Sead. É da cota pessoal de Daniel Vilela.
Líder político de Goianésia, Pedro Machado Gonçalves é cotado para um cargo bem próximo de Daniel Vilela. Talvez na área jurídica. É um intelectual de proa da fundação do MDB.
José Mário Schreiner é cotado para a Secretaria de Infraestrutura ou para a Goinfra. Daniel Vilela estaria satisfeito com a presidente da Goinfra, Eliane Simonini Baltazar.
Quem irá dirigir a Agência de Atração de Investimentos do Estado de Goiás (InvestGO)? Ainda não se sabe.
Amigo e aliado de Daniel Vilela, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Ademar Pereira Leal Filho, tende a ser mantido.
Se o grupo de José Mário Scheiner insistir em ocupar a Secretaria de Agricultura, Ademar Leal pode ser deslocado para a Goinfra? É possível. (Por sinal, Schreiner já controla o poderoso Sebrae.)
A Secretaria de Retomada devera será extinta. Não teria mais função.
O vice-governador eleito Luiz do Carmo deve indicar os titulares da Agência de Fomento e a presidência da Emater. Estaria interessado também na Secretaria de Minas e Energia (que terá como principal foco, mas não só, as terras raras). (E.F.B.)
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